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Ficha técnica de restaurante: modelo pronto e como preencher

Por mise · Atualizado em 14/09/2026

Ficha técnica é a receita com preço: quanto de cada insumo entra no prato, quanto isso custa hoje e quanto sobra depois de vender. Sem ela, o preço do cardápio é chute educado.

Resposta rápida: uma ficha técnica precisa de seis campos: insumo, quantidade bruta, fator de correção (rendimento), quantidade líquida, custo unitário atualizado e custo total. A soma dos custos totais é o custo do prato; dividindo pelo preço de venda você tem o CMV daquele item.

Modelo (copie esta estrutura)

InsumoQtd brutaRendimentoQtd líquidaCusto unit.Custo total
Contrafilé220 g85%187 gR$ 0,046/gR$ 8,60
Batata200 g80%160 gR$ 0,007/gR$ 1,40
Molho40 g100%40 gR$ 0,020/gR$ 0,80
Custo do pratoR$ 10,80

Com preço de venda de R$ 39,00, o CMV desse prato é 10,80 ÷ 39,00 = 27,7%.

Os erros que estragam a ficha

De onde vem o custo atualizado

Da nota fiscal de compra. Na mise, a nota entra por foto, PDF ou XML e atualiza o preço que você pagou por cada insumo; a contagem confirma quanto existe. Com isso, a ficha técnica deixa de ser um documento antigo numa gaveta.

Perguntas frequentes

O que é fator de correção?

É quanto sobra do insumo depois de limpar, descascar ou porcionar. Um contrafilé com 85% de rendimento entrega 850 g de carne limpa a cada quilo comprado.

Ficha técnica serve para bar?

Serve, e é onde ela mais rende: dose, rendimento de garrafa e custo por drink saem da mesma conta.

Com que frequência atualizar?

Sempre que o preço de compra mudar de forma relevante, e obrigatoriamente antes de reajustar o cardápio.

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