Perda de estoque é custo ou despesa?
Por mise · Atualizado em 14/09/2026
A pergunta parece contábil, mas tem efeito prático: dependendo de onde você lança a perda, o seu CMV muda e a leitura do mês muda junto.
Resposta rápida: a perda normal do processo, aquela inevitável e prevista, entra no custo do produto vendido; a perda anormal, como quebra, furto, vencimento por má gestão e acidente, é lançada como despesa do período, fora do CMV. Na prática de bar e restaurante: aparas e rendimento entram no custo; caixa que caiu, produto vencido e desvio saem como perda do período.
A diferença em uma frase
Se a perda acontece porque o produto virou prato, é custo. Se acontece porque o produto nunca chegou a virar prato, é perda do período.
Exemplos do dia a dia
| Situação | Como tratar |
|---|---|
| Aparas da limpeza da carne | Custo: entra no rendimento e na ficha técnica |
| Chope que sai como espuma na troca de barril | Custo, se dentro do esperado; acima disso, investigue |
| Caixa de tomate que estragou no depósito | Perda do período (despesa) |
| Produto vencido na prateleira | Perda do período (despesa) |
| Diferença de contagem sem explicação | Perda do período, e vira caso a investigar |
Como registrar sem virar bagunça
- Dê baixa com motivo: quebra, vencimento, uso interno, cortesia, ajuste de contagem.
- Separe o que é rendimento (ficha técnica) do que é perda de fato.
- Feche o mês com contagem física nas duas pontas: a diferença que sobra é a sua perda real.
- Leve o relatório ao contador em Excel ou PDF, com as baixas por motivo.
Na mise, a comparação entre duas contagens mostra a diferença item a item, em unidades e em reais, e as saídas ficam registradas com motivo. É esse relatório que separa "sumiu" de "foi usado".
Perguntas frequentes
Perda de estoque entra no CMV?
A perda normal do processo entra. A perda anormal (quebra, furto, vencimento) deve ficar fora do CMV, como perda do período, senão o seu custo de mercadoria parece pior do que é.
Como provar a perda para o contador?
Com inventário nas duas datas, as notas de compra do período e o relatório de baixas por motivo. A contagem física é a base de tudo.
Qual a perda aceitável?
Depende do segmento e do tipo de insumo. O que importa é o seu número medido no mesmo critério todo mês: a tendência diz mais do que a média do setor.
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