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Auditoria de estoque em bares e restaurantes: como achar o furo

Auditoria de estoque é o processo de provar onde o estoque está vazando: cruzar o que entrou (compras), o que deveria ter saído (vendas × ficha técnica) e o que existe de fato (contagem). É assim que se descobre desde desperdício banal até furto — com número, não com achismo.

O método em 5 passos

  1. Contagem inicial bem-feita (código de barras, item a item — contagem cega de preferência);
  2. Registro de todas as entradas: notas fiscais do período importadas;
  3. Consumo teórico: vendas do PDV × gramatura da ficha técnica;
  4. Contagem final e cálculo da diferença: real × teórico, item a item;
  5. Investigação dirigida: os 5-10 itens com maior diferença em R$ contam a história.

Como interpretar as diferenças (sem acusar ninguém injustamente)

Padrão da diferençaCausa mais provável
Espalhada em muitos itens, pequenaPorção sem padrão / fichas desatualizadas
Concentrada em perecíveisValidade, armazenagem, produção sem giro
Concentrada em itens de alto valor (destilados, proteínas nobres)Desvio/furto ou consumo interno não registrado — investigue processo antes de pessoa (como conduzir)
Sempre no mesmo turno/praçaProcesso ou pessoa daquele turno — refine a auditoria por período

Auditoria dá lucro (a conta)

Perdas típicas de operação sem auditoria: 3% a 8% do faturamento. Num negócio de R$ 80 mil/mês, cada ponto percentual recuperado são R$ 800/mês direto na margem — auditoria mensal costuma se pagar na primeira rodada.

Ferramenta pra isso: a mise é o software de auditoria de estoque do food service: contagem por código de barras e balança Bluetooth, notas por XML/PDF/foto, comparação automática entre contagens e relatório de diferenças por item em R$. O furo aparece em minutos, não em planilhas de domingo. Grátis pra começar.
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Como estoque em bares e restaurantes se compara com o resto do setor

A média do food service brasileiro é 34,3% de CMV — apurada pela ABF com a Galunion em 64 marcas e 11.260 pontos de venda. A faixa de referência do setor usada aqui para estoque em bares e restaurantes vem dessa referência ajustada ao perfil de insumo do segmento.

Comparar-se com a média do setor serve para situar, não para decidir. O número que importa é o seu, medido no mesmo critério todos os meses. Um CMV de 33% pode ser ótimo em estoque em bares e restaurantes e péssimo noutro formato — depende do que entra no prato e do preço que se cobra por ele.

Fontes: ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice 2024 (64 marcas, 11.260 PDVs) · Abrasel, painel mensal 2024 · National Restaurant Association, Restaurant Operations Data Abstract 2024.