Margem de farmácia: como calcular e onde se perde
Numa farmácia a margem muda radicalmente conforme a categoria. Olhar só para o número global esconde exatamente onde está o problema.
A conta, e o que ela exige
A fórmula é a mesma de qualquer varejo:
CMV = Estoque inicial + Compras − Estoque final
O detalhe que estraga tudo: estoque inicial e final têm de vir de contagem física. Usar o saldo do sistema faz a conta fechar bonita e mentirosa, porque o erro que se quer medir está exatamente ali.
Por que o número global engana
Numa drogaria, as categorias vivem em mundos diferentes de margem. Medicamento de marca é volume com margem apertada; dermocosmético e perfumaria é o contrário. Olhar só o CMV da loja inteira mistura os dois e esconde o movimento que interessa.
Os quatro pontos onde a margem some
- Mix de vendas. Silencioso e o mais comum. Acompanhe por categoria, não só o total.
- Vencimento. O que venceu foi comprado e não foi vendido. Se não é registado, some do estoque e aparece como custo sem explicação.
- Entrada não lançada. Mercadoria na prateleira sem nota lançada infla o resultado num mês e afunda no seguinte.
- Desvio. Item pequeno, caro e fácil de sair no bolso.
Como a mise entra nisto
A contagem é feita lendo o código de barras com a câmara, e o produto vem reconhecido de uma base com mais de 150 mil itens de higiene, beleza e farmacêuticos já classificados — sem cadastro prévio. As notas de compra entram por XML, PDF ou foto, então o preço de custo é o real, não o de tabela.
Com os dois lados, o consumo sai calculado por item e por período, e a comparação entre contagens mostra onde o estoque sumiu — com valor, para a decisão deixar de depender de memória.
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