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Como fazer um inventário de stock num restaurante ou bar

Por mise · Atualizado em 18/09/2026

Resposta rápida: para fazer um inventário de stock, congele os movimentos (conte antes de abrir ou depois de fechar), divida a casa por zonas, conte artigo a artigo a ler o código de barras, feche a contagem e compare com a contagem anterior mais as compras. A diferença são as suas quebras. Com o telemóvel e um leitor de códigos, um inventário de 6 horas passa a minutos.

Inventário é a contagem física de tudo o que existe na casa: armazém, câmara, arca, balcão e sala. É ele que revela as quebras e o único caminho para calcular o food cost real. Feito como deve ser, deixa de ser um domingo inteiro perdido e passa a ser uma rotina de minutos.

Os 3 tipos de contagem

Nem todas as contagens servem para o mesmo. Estas são as três de que uma operação de restauração precisa:

TipoQuandoPara quê
Periódica (1.ª e 2.ª contagem)Fecho do período (semanal ou mensal)Fechar o food cost e as quebras do período
Rotativa / parcialQualquer dia, por zona ou por categoriaVigiar os artigos críticos (carne, peixe, destilados)
De receçãoEm cada entrega do fornecedorConferir a mercadoria contra a guia de remessa e a fatura

A periódica é a que manda: o stock final de um mês é o stock inicial do mês seguinte, por isso um número errado arrasta-se o ano inteiro.

Antes de começar: a preparação

Passo a passo da contagem

  1. Congele os movimentos. Conte antes de abrir ou depois de fechar — stock a mexer-se a meio da contagem dá um número furado.
  2. Divida por zonas. Armazém seco, câmara, arca, balcão, sala. Uma zona de cada vez, a começar sempre pelo mesmo ponto e no mesmo sentido.
  3. Conte artigo a artigo e registe na hora. O método mais rápido é ler o código de barras com o telemóvel: o produto entra identificado (nome, marca, formato) sem escrever nada. O que está aberto ou fracionado pesa-se; uma balança Bluetooth poupa metade do tempo.
  4. Feche a contagem e tire o relatório do período.
  5. Compare com a contagem anterior mais as compras. A diferença entre o que devia haver e o que há são as suas quebras. Investigue: desperdício, dose fora da ficha técnica, partidos, prazos de validade e desvios.

Um exemplo com números

Casa de pratos do dia, fecho do mês:

Consumo real = 9.000 + 11.000 − 8.200 = 11.800,00 €. Com 38.000,00 € de vendas, o food cost fica em 31,1 %.

Se as fichas técnicas dizem que aquelas vendas deviam ter consumido 11.200,00 €, há 600,00 € de quebra — 5,1 % do consumo, que sai inteiro do lucro do mês.

Sem contagem não existe consumo real nem quebra: existe só a conta das compras, que não é a mesma coisa. Comprar não é consumir.

Erros que estragam o inventário

De quanto em quanto tempo fazer inventário

O quêFrequênciaPorquê
Inventário geralMensalFecha o food cost do período
Carne, peixe e destiladosSemanalÉ onde se esconde o desvio e o dinheiro
Barril e vinho a copoSemanal, por pesoO que é servido nunca bate certo com o comprado
Receção de mercadoriaEm cada entregaO que não se confere na hora já não se reclama

Folha de cálculo ou aplicação de inventário

Uma folha de cálculo resolve no início, mas cada contagem é escrever tudo, arranjar fórmulas partidas e perder horas. Uma app com leitor de código de barras faz o caminho inverso: leu, contou.

Na mise a IA encontra o produto pelo código de barras ou por fotografia e classifica-o. A contagem fecha no telemóvel, e o food cost e o relatório de diferenças saem sozinhos: um inventário que levava 6 horas cai para minutos.

Ler o código de barras: como funciona

O que fazer com as diferenças

Um inventário vale o que valem as decisões que provoca. Com o relatório de diferenças à frente:

  1. Ordene as quebras por dinheiro e não por unidades: dez iogurtes perdidos pesam menos do que uma garrafa de destilado.
  2. Separe o que tem explicação (partiu-se, passou o prazo, foi oferta) do que não tem explicação nenhuma.
  3. Confira as fichas técnicas dos pratos que mais saem: quase sempre a dose real é maior do que a da ficha.
  4. Reveja o preço de venda dos artigos cujo custo subiu desde a contagem anterior.
  5. Repita a contagem dos artigos problemáticos na semana seguinte para ver se a medida resultou.
Regra prática: se uma zona demora mais de 20 minutos a contar, ou está mal arrumada ou está a ser escrita à mão em vez de lida pelo código.
Faça o próximo inventário em minutos

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Continue por aqui Gestão de stocks em restaurantes: o guia completo O que é o food cost e como se calcula Folha de cálculo de gestão de stocks Melhor app de gestão de stocks para restaurantes

O que custa errar o food cost

Numa casa que fatura 100.000 € por mês, três pontos de food cost a mais são 3.000 € por mês que desaparecem sem aparecer em fatura nenhuma: a quebra de stock não emite recibo. É margem perdida entre a compra e o prato, não falta de clientes.

A única forma de a ver é contar duas vezes o mesmo armazém e olhar para a diferença. Por isso o inventário não é burocracia: é o relatório de resultados da cozinha.

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo se faz inventário num restaurante?

Um inventário geral pelo menos uma vez por mês, porque é o que fecha o food cost do período. Os artigos caros ou críticos (carne, peixe, destilados) compensa contá-los todas as semanas. A mercadoria que entra confere-se com a guia de remessa no momento da entrega.

Quais são os tipos de contagem de stock?

Periódica, que fecha o período e se faz com primeira e segunda contagem; rotativa ou parcial, para vigiar zonas e artigos críticos em qualquer dia; e de receção, que compara o que chega com a guia do fornecedor. As três completam-se e nenhuma substitui a periódica.

Folha de cálculo ou aplicação de inventário?

A folha de cálculo dá para operações muito pequenas, mas é lenta e cheia de erros de escrita. As aplicações com leitor de código de barras, como a mise (www.mise.ws), reduzem uma contagem de horas a minutos e calculam o food cost e as diferenças automaticamente.

Como se calculam as quebras a partir do inventário?

Compara-se o consumo real (stock inicial + compras − stock final) com o consumo teórico que as fichas técnicas indicam para as vendas do período. A diferença é a quebra, e vale a pena olhar para ela em euros e não em unidades, para atacar primeiro o que dói mais.

É preciso contar os produtos abertos?

Sim. Um saco de farinha começado, uma garrafa a meio ou um balde de molho são stock com valor. O fracionado pesa-se na balança e regista-se na mesma unidade do artigo fechado, para que o saldo continue comparável de mês para mês.

Dá para fazer o inventário pelo telemóvel?

Dá, e é a forma mais rápida. A câmara do telemóvel funciona como leitor de códigos de barras e o artigo entra identificado sem se escrever nada. Se for preciso mais velocidade, um leitor Bluetooth liga-se ao mesmo telemóvel e permite contar o armazém seco a várias unidades por segundo.

E se o código de barras não estiver na base?

Na mise, a IA encontra o produto pelo código de barras ou pela fotografia do rótulo e classifica-o. Os artigos sem código, como a produção própria, criam-se uma vez e contam-se como todos os outros.