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Como montar o estoque mínimo do restaurante (com fórmula)

Estoque mínimo é o alarme de incêndio do seu insumo: quando o nível bate nele, alguém precisa agir agora. Sem esse número definido por item, a casa descobre que a mussarela acabou às 20h de sexta — e paga caro, em dinheiro e em cliente, para apagar o fogo.

Passo a passo com fórmula

Monte item a item, começando pelos 30-50 insumos que param a operação se faltarem.

Calibrando a margem de segurança sem exagerar

Margem de segurança grande demais é capital parado e validade em risco; pequena demais é ruptura. Dois sinais de calibragem: se você furou estoque de um item 2+ vezes no trimestre, suba a margem dele em 25%; se um item nunca chegou perto do mínimo em 3 meses, corte a margem pela metade e libere caixa.

Itens com pico de fim de semana merecem cálculo separado: use o CMD de sexta-domingo (não a média da semana) para o mínimo que vigora na quinta-feira. Um bar que vende 70% da cerveja entre sexta e sábado não pode operar quinta à noite com estoque calculado pela média de terça.

Erros comuns ao definir estoque mínimo

O estoque mínimo falha mais por gestão do que por matemática.

Exemplo na prática: Queijo mussarela numa pizzaria: CMD de 6 kg, lead time de 2 dias, margem de segurança de 40% do consumo no lead time (0,4 × 12 = 4,8 kg). Estoque mínimo = (6 × 2) + 4,8 = 16,8 kg. Bateu 17 kg na contagem, o pedido sai no mesmo dia.
Como a MISE ajuda: A MISE tem relatório de itens abaixo do estoque mínimo: depois de cada contagem, a lista do que precisa ser comprado sai pronta, sem planilha paralela nem conferência manual item a item.

Estoque mínimo e estoque de segurança são a mesma coisa?

Não. O estoque de segurança é a folga extra para absorver atrasos e picos de demanda; o estoque mínimo é o nível de alarme, que soma o consumo durante o lead time a essa folga. O mínimo sempre é maior ou igual à segurança.

Preciso definir estoque mínimo para todos os itens?

Não vale o esforço. Cubra os itens classe A (que param a operação ou concentram valor) — em geral 30 a 50 insumos resolvem 80% do risco de ruptura. Itens de baixo impacto podem ser repostos por revisão visual semanal.

Com que frequência revisar os estoques mínimos?

A cada 3 meses como regra, e imediatamente quando algo estrutural mudar: novo cardápio, alta ou queda de 20%+ no movimento, troca de fornecedor ou mudança de frequência de entrega.

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