Ficha técnica de pratos e drinks: como fazer
A ficha técnica é o contrato entre a cozinha e o caixa: define o que entra no prato, quanto custa e quanto deve render. Sem ela, cada cozinheiro serve uma porção — e o CMV vira loteria.
O que a ficha precisa ter
- Ingredientes com gramatura (peso líquido usado por porção);
- Fator de correção (perda de limpeza: aparas, cascas, ossos);
- Modo de preparo resumido + foto do prato montado;
- Rendimento (porções por receita);
- Custo por porção (com preços atualizados);
- Preço de venda e margem alvo.
Exemplo simplificado — Filé com fritas
| Ingrediente | Qtd. líquida | Fator corr. | Custo |
|---|---|---|---|
| Filé mignon | 200 g | 1,25 | R$ 17,50 |
| Batata | 250 g | 1,10 | R$ 2,20 |
| Óleo, sal, manteiga | — | — | R$ 1,10 |
| Custo da porção | R$ 20,80 | ||
| Preço de venda (CMV alvo 32%) | R$ 65,00 | ||
O truque que quase ninguém faz: teórico × real
A ficha diz quanto deveria sair do estoque (consumo teórico = vendas × gramatura). A contagem de estoque diz quanto realmente saiu. A diferença entre os dois é o número mais valioso da operação: são as suas perdas, item a item.
Na prática: a MISE guarda suas fichas técnicas e cruza com as contagens (feitas por código de barras) e as compras (notas importadas) — o relatório mostra o consumo real contra o esperado e onde a cozinha está vazando dinheiro.
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