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Ficha técnica de pratos e drinks: como fazer

A ficha técnica é o contrato entre a cozinha e o caixa: define o que entra no prato, quanto custa e quanto deve render. Sem ela, cada cozinheiro serve uma porção — e o CMV vira loteria.

O que a ficha precisa ter

Exemplo simplificado — Filé com fritas

IngredienteQtd. líquidaFator corr.Custo
Filé mignon200 g1,25R$ 17,50
Batata250 g1,10R$ 2,20
Óleo, sal, manteigaR$ 1,10
Custo da porçãoR$ 20,80
Preço de venda (CMV alvo 32%)R$ 65,00

O truque que quase ninguém faz: teórico × real

A ficha diz quanto deveria sair do estoque (consumo teórico = vendas × gramatura). A contagem de estoque diz quanto realmente saiu. A diferença entre os dois é o número mais valioso da operação: são as suas perdas, item a item.

Na prática: a mise guarda suas fichas técnicas e cruza com as contagens (feitas por código de barras) e as compras (notas importadas) — o relatório mostra o consumo real contra o esperado e onde a cozinha está vazando dinheiro.
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Por que a média não serve para pratos e drinks

Nos Estados Unidos a mediana de food cost fica em 32,0% em serviço completo (National Restaurant Association, com mais de 900 operadores); no Brasil a ABF mede 34,3%. São mercados e cestas de insumo diferentes — e é por isso que pratos e drinks tem faixa própria, aqui indicada em referência do setor.

O erro comum é perseguir o número de outro segmento. O caminho que funciona é medir o seu com contagem real, comparar consigo mesmo mês a mês e agir sobre o item que mais pesa — não sobre a média.

Fontes: ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice 2024 (64 marcas, 11.260 PDVs) · Abrasel, painel mensal 2024 · National Restaurant Association, Restaurant Operations Data Abstract 2024.