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Food cost: o que significa e como se relaciona com o CMV

Food cost é o custo dos insumos expresso como percentual da receita — o termo gringo para o que, no Brasil, se apura como CMV sobre vendas. Um prato com food cost de 30% gasta R$ 0,30 de ingrediente para cada R$ 1,00 vendido. É o indicador número um da saúde financeira de qualquer cozinha.

Food cost e CMV: mesmo animal, escalas diferentes

CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é o valor absoluto em reais do que foi consumido para gerar as vendas do período: CMV = estoque inicial + compras − estoque final. Food cost é esse mesmo custo dividido pela receita: food cost % = CMV ÷ vendas × 100.

A nuance de uso: 'food cost' aparece em duas escalas. Por prato (custo da ficha técnica ÷ preço de venda), usado para precificar; e da operação inteira (CMV do mês ÷ faturamento do mês), usado para gerir. Bares separam ainda o pour cost ou beverage cost — a mesma conta aplicada só a bebidas.

Benchmarks por tipo de operação

Faixas praticadas no setor brasileiro — use como régua, não como meta cega, porque modelo de negócio muda tudo:

Food cost teórico x food cost real

O teórico sai da ficha técnica: se tudo fosse porcionado perfeitamente, sem perda nem desvio, o custo seria X. O real sai do estoque: contagem inicial + notas de compra − contagem final, dividido pelas vendas. A diferença entre os dois é a soma de tudo que dá errado — porção generosa, desperdício, quebra, furto, erro de lançamento.

Um gap de até 2 pontos percentuais entre teórico e real é rotina; acima de 3 a 4 pontos há dinheiro relevante vazando. Exemplo: casa que fatura R$ 150.000/mês com teórico de 30% e real de 34% está perdendo R$ 6.000 por mês na diferença.

Exemplo na prática: Prato: insumos da ficha técnica custam R$ 12,60 (já com fator de correção) e o preço de venda é R$ 42. Food cost do prato = 12,60 ÷ 42 = 30%. No agregado do mês: estoque inicial R$ 18.000 + compras R$ 52.000 − estoque final R$ 19.500 = CMV de R$ 50.500; sobre vendas de R$ 160.000, food cost real de 31,6%.
Como a MISE ajuda: A MISE apura o food cost real sem planilha: as notas fiscais importadas (XML, PDF ou foto) somam as compras, as contagens de estoque dão o inicial e o final, e o CMV do período sai calculado automaticamente — pronto para dividir pelo faturamento e comparar com o teórico das fichas.

Food cost e CMV são a mesma coisa?

São o mesmo custo em formatos diferentes: CMV é o valor absoluto em reais dos insumos consumidos (estoque inicial + compras − estoque final); food cost é esse valor expresso como percentual das vendas. CMV de R$ 45.000 sobre R$ 150.000 de receita é um food cost de 30%.

Qual o food cost ideal de um restaurante?

Entre 28% e 33% para restaurantes à la carte; pizzarias operam entre 20% e 28%, buffets entre 33% e 38%, e bares miram pour cost de 16% a 22% em drinks. O 'ideal' depende do modelo: food cost maior com giro alto pode lucrar mais que food cost baixo com salão vazio.

Por que meu food cost real é maior que o da ficha técnica?

Porque o real captura tudo que a ficha não prevê: porcionamento acima do padrão, desperdício de produção, quebra, validade vencida, furto e erros de lançamento. Diferença de até 2 pontos percentuais é normal; acima de 3 a 4 pontos, vale investigar item a item com contagens mais frequentes.

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