Gestão de stock em Angola: controlo e inventário
Por mise · Atualizado a 30/09/2026
Resposta rápida: em Angola, gerir o stock é contar as existências com regularidade, registar entradas e saídas e valorizar em kwanzas ao custo de aquisição. Desde 2025 os contribuintes têm de submeter à AGT o SAF-T (AO) de inventários, com as existências a 31 de dezembro; para o exercício de 2025 o prazo foi prorrogado para 15 de abril de 2026 (Circular n.º 05/GACA/GJ/DSF/AGT/2026). Uma contagem por código de barras, exportada em Excel, é o caminho mais curto para cumprir.
Com preços de compra que mudam depressa e fornecedores que nem sempre entregam o que faturam, um stock sem contagem regular deixa de valer o que diz o papel. E desde que a AGT passou a pedir o ficheiro de inventários, contar bem deixou de ser só uma boa prática.
O que é gerir o stock, na prática
São três rotinas, e nenhuma delas precisa de um programa caro:
- Contar. Percorrer a casa, prateleira a prateleira, e registar quanto há de cada produto. Bebidas e mercearia todas as semanas; frescos todos os dias; limpeza e descartáveis uma vez por mês.
- Registar o que entra e o que sai. As compras entram pela fatura do fornecedor, com quantidade e preço; as saídas são o consumo, as vendas ou as quebras.
- Valorizar. Quantidade × custo de aquisição, em kwanzas, produto a produto. É este número que vai para as contas e para o SAF-T.
| Grupo | O que contar | Frequência |
|---|---|---|
| Bebidas | Cerveja, refrigerantes, águas, vinhos | Semanal |
| Mercearia | Arroz, fuba, óleo, farinha, açúcar, conservas | Semanal |
| Frescos | Carne, peixe, legumes, pão | Diária |
| Higiene e limpeza | Detergentes, papel, descartáveis | Mensal |
SAF-T (AO) de inventários: quem, o quê e até quando
O Decreto Presidencial n.º 71/25, de 20 de março, criou a obrigação de os contribuintes submeterem à Administração Geral Tributária (AGT) um ficheiro SAF-T (AO) com as existências em inventário. A AGT publicou a estrutura do ficheiro na Circular n.º 05/GACA/GJ/DSF/AGT/2026 e, por constrangimentos no sistema, prorrogou o prazo de entrega do ficheiro relativo a 2025 de 15 de fevereiro para 15 de abril de 2026 (fontes: Portal do Contribuinte, EY Angola, Cegid).
| Pergunta | Resposta |
|---|---|
| Quem submete | Os contribuintes abrangidos, mesmo sem inventário (nesse caso, ficheiro vazio). Confirme o seu enquadramento com o contabilista. |
| O que contém | Cada artigo em stock a 31 de dezembro: código, descrição, quantidade, unidade e valor contabilístico. |
| Formato | XML, JSON ou CSV, com a estrutura da circular. |
| Prazo | Existências de 2025: até 15 de abril de 2026. Nos anos seguintes, o prazo regular definido pela AGT. |
O que a AGT pede é, no fundo, uma contagem valorizada a 31 de dezembro. Quem conta por código de barras e exporta em Excel tem o ficheiro quase pronto: o contabilista converte para a estrutura da circular. Quem conta em papel passa janeiro a transcrever.
Inventário permanente ou periódico?
Periódico (intermitente): só se sabe o que há quando se conta; o consumo do período é stock inicial + compras − stock final. É o que a maioria dos restaurantes, cantinas e lojas pequenas faz, e chega para o SAF-T se a contagem de 31 de dezembro for bem feita. Permanente: cada entrada e cada saída atualizam o saldo na hora, e a contagem serve para confirmar. Exige que as compras entrem pela fatura e que as saídas sejam registadas. A mise faz os dois: as contagens dão o periódico, as entradas por fatura e as saídas dão o permanente, e a comparação entre eles dá a quebra. Guia: inventário permanente e intermitente.
Valorizar em kwanzas quando os preços mudam
- Custo de aquisição da última fatura, sem IVA, para cada produto. Nunca o preço de venda.
- Compras em moeda estrangeira convertem-se ao câmbio da data da fatura, e é esse valor que fica no stock.
- Atualize o custo a cada compra. Com inflação, um stock valorizado ao preço de há seis meses subavalia as existências e engana o food cost.
- FIFO (o que entrou primeiro sai primeiro) é o critério mais simples de defender perante o contabilista. Guia: FIFO na gestão de stocks.
Contar por código de barras
A parte demorada de uma contagem não é contar, é escrever. Com a mise, aponta a câmara do telemóvel ao código de barras (560, 600, 789 ou, a partir de 2026, 606) e a IA da mise encontra o produto, que entra na contagem já completo: nome, marca, categoria, peso e foto. Escreve a quantidade e segue para o próximo. Se o código não estiver na base, a IA da mise procura-o e classifica-o. Produtos sem código (pão, carne ao peso, hortícolas do mercado) criam-se uma vez, com nome e unidade. Veja também código de barras em Angola: o prefixo 606.
Consulte um código agora
Escreva os 13 algarismos de um produto da sua prateleira e veja o que a base devolve; é a mesma consulta que a aplicação faz ao ler o código.
Guardado. Assim que identificarmos este código, enviamos-lhe o produto por e-mail.
Consulta gratuita, sem registo. A IA da mise encontra o produto pelo código de barras ou por fotografia e classifica-o.
Exportar para o contabilista
No fim de cada contagem, a mise exporta o inventário valorizado em Excel, PDF ou CSV, com código, descrição, quantidade, unidade, custo unitário e valor total, as colunas de que o contabilista precisa para o SAF-T (AO) e para as contas. Entre duas contagens, a comparação mostra produto a produto o que faltou, em unidades e em kwanzas: é aí que se veem os desvios, as ofertas sem registo e os erros de receção.
Leia o código de barras ou tire uma fotografia: a IA da mise encontra o produto e classifica-o. Stock em kwanzas, quebras e exportação para o contabilista. 7 dias grátis, sem cartão; depois, uma mensalidade que vê na sua moeda antes de pagar.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
Quando é o prazo do SAF-T de inventários em Angola?
Para as existências a 31 de dezembro de 2025, a AGT prorrogou o prazo para 15 de abril de 2026 (Circular n.º 05/GACA/GJ/DSF/AGT/2026). Confirme com o seu contabilista o prazo do exercício seguinte.
Quem tem de entregar o SAF-T (AO) de inventários?
Os contribuintes abrangidos pelo Decreto Presidencial n.º 71/25, mesmo os que não têm inventário, que entregam o ficheiro sem existências. O enquadramento concreto confirma-se com o contabilista.
O que é o inventário obrigatório?
A contagem valorizada das existências a 31 de dezembro, que serve de base ao SAF-T (AO) de inventários e às contas do exercício. Uma contagem por código de barras exportada em Excel dá o ficheiro quase pronto.
Com que frequência conto o stock?
Bebidas e mercearia semanalmente, frescos todos os dias, limpeza e descartáveis uma vez por mês. E sempre a 31 de dezembro, para o inventário obrigatório.
Em que moeda valorizo?
Em kwanzas, ao custo de aquisição da última fatura, sem IVA. As compras em moeda estrangeira convertem-se ao câmbio da data da fatura.
A mise funciona em Angola?
Sim, na web, no Android e no iPhone. O stock fica valorizado em kwanzas e exporta-se em Excel, PDF ou CSV.
Quanto custa a mise?
7 dias grátis, sem cartão; depois, uma mensalidade que vê na sua moeda antes de pagar.