Inventário valorizado: como calcular para a AT
Por mise · Atualizado a 07/10/2026
Resposta rápida: o inventário valorizado é a contagem de fim de período com quantidade × custo unitário em cada artigo. Usa-se o custo de aquisição sem IVA dedutível e um método aceite pela NCRF 18: custo médio ponderado ou FIFO (o LIFO não é permitido). Para os inventários de 2026, comunicados até 31 de janeiro de 2027, a valorização é obrigatória para quem está obrigado ao inventário permanente.
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Contar é metade do trabalho; a outra metade é dar um valor a cada artigo. Para a AT, a partir dos inventários de 2026 isso deixa de ser opcional para muitas empresas. Abaixo: o que é, que métodos são aceites e uma calculadora que faz a conta pelo custo médio ponderado e pelo FIFO.
O que é um inventário valorizado
É o inventário com quantidade × custo unitário em cada linha e o total no fim. No ficheiro de comunicação de inventários à AT, o valor de cada artigo vai no campo ClosingStockValue, o «valor da existência final», na versão do ficheiro com valores (2_01). Para os inventários de 31 de dezembro de 2026, comunicados até 31 de janeiro de 2027, a valorização é obrigatória para quem está obrigado ao inventário permanente; os restantes continuam dispensados. O detalhe está em comunicação de inventários 2026.
Que custo usar: o custo de aquisição
Pela norma contabilística dos inventários (NCRF 18), o custo de aquisição é o preço de compra, mais os direitos de importação, os transportes e outros custos diretamente atribuíveis à compra, menos os descontos comerciais. O IVA dedutível não entra. Os inventários mensuram-se pelo menor entre o custo e o valor realizável líquido: se um artigo já só se vende abaixo do que custou (fora de prazo, danificado), o valor desce.
Métodos aceites: FIFO, custo médio ponderado e custo específico
| Método | Como funciona | Quando se usa |
|---|---|---|
| Custo médio ponderado | Total gasto ÷ unidades, no período ou a cada entrada | O mais comum em restauração e comércio; simples e estável |
| FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair) | O stock que fica vale os preços das compras mais recentes | Artigos perecíveis e com rotação por data |
| Custo específico | Cada unidade com o seu custo real | Artigos não intermutáveis (por exemplo, garrafas de colecionador) |
| LIFO | Não é permitido pela NCRF 18 | — |
Para efeitos de IRC, o artigo 26.º do Código do IRC aceita métodos baseados em custos de aquisição ou de produção, em custos padrão e em preços de venda deduzidos da margem normal de lucro (usado no retalho). O método escolhido deve manter-se de um período para o outro; mudanças combinam-se com o contabilista certificado. Mais exemplos em valorização de inventários.
Calculadora: valor do inventário final
Escreva o stock inicial e as compras do período (quantidade e custo unitário sem IVA) e a quantidade que contou no fim. A calculadora dá o custo médio ponderado e o valor do inventário final pelos dois métodos. Faz-se artigo a artigo.
Contar e valorizar de uma vez: na app mise lê-se o código de barras com a câmara do telemóvel, o artigo aparece completo e o valor do stock sai com o custo de cada artigo. 7 dias grátis, sem cartão.
Do armazém ao ficheiro da AT, em cinco passos
- Conte as existências no último dia do período, na unidade em que compra.
- Junte o custo de cada artigo: última fatura (FIFO) ou o custo médio que a contabilidade já calcula.
- Desvalorize o que já não se vende pelo custo (fora de prazo, danificado).
- Some: valor de cada linha = quantidade × custo; o total é o inventário valorizado.
- Entregue ao contabilista em Excel, para gerar o ficheiro (versão 2_01) e o submeter no e-Fatura.
Fontes (consultadas a 07/10/2026): OCC, comunicação de inventários; Portal das Finanças, perguntas frequentes sobre inventários; Portaria n.º 2/2015 (redação da Portaria n.º 126/2019). Este guia não substitui o aconselhamento do seu contabilista certificado.
Perguntas frequentes
O que é um inventário valorizado?
É a lista das existências no fim do período com a quantidade e o valor de cada artigo. Na comunicação à AT, o valor vai no campo ClosingStockValue do ficheiro de inventário (versão 2_01).
Quem tem de comunicar o inventário valorizado à AT em janeiro de 2027?
Quem está obrigado ao sistema de inventário permanente, para os inventários de 2026. Os restantes sujeitos passivos com contabilidade organizada comunicam o inventário sem valorização. Confirme o enquadramento com o seu contabilista certificado.
Que método de custeio posso usar?
Pelo SNC (NCRF 18), o custo de artigos intermutáveis atribui-se pelo FIFO ou pelo custo médio ponderado; para artigos não intermutáveis usa-se o custo específico. O LIFO não é permitido. O método escolhido deve manter-se de um período para o outro.
O custo leva IVA?
Não, quando o IVA é dedutível. O custo de aquisição é o preço de compra mais os custos diretamente atribuíveis (transporte, direitos de importação), menos os descontos comerciais.
Qual a diferença entre custo médio ponderado e FIFO?
No custo médio ponderado todas as unidades valem o mesmo: o total gasto a dividir pelas unidades. No FIFO as primeiras unidades a entrar são as primeiras a sair, por isso o stock que fica é valorizado aos preços das compras mais recentes. Quando os preços sobem, o FIFO dá um inventário final mais alto.
A mise valoriza o inventário?
A mise faz a contagem a ler o código de barras com o telemóvel e mostra o valor do stock com o custo de cada artigo; exporta em Excel para o contabilista. 7 dias grátis, sem cartão.