CMV de restaurante japonês: qual a faixa ideal e como calcular
O CMV (Custo de Mercadoria Vendida) diz quanto do faturamento foi consumido pelos insumos. Em restaurante japonês, o número saudável tem cara própria — e o vilão também.
A fórmula (vale pra qualquer operação)
CMV = Estoque Inicial + Compras − Estoque Final · CMV % = CMV ÷ Faturamento × 100
Os dois "estoques" da fórmula só existem com contagem real — estimativa não fecha CMV. Veja o cálculo passo a passo com exemplo →
Os cinco insumos que mais pesam em restaurante japonês
- Salmão fresco (o rei do custo)
- Arroz de sushi
- Alga nori
- Peixes brancos e atum
- Cream cheese
Onde restaurante japonês perde dinheiro sem perceber
O ralo nº 1 do segmento: o salmão: fator de limpeza mal calculado — a peça rende menos do que a ficha diz. Rodízio: o CMV se controla pelo consumo médio por cliente — conte o estoque e divida pelo nº de rodízios servidos.
Além disso: compare contagens todo mês (as diferenças são as perdas), padronize porções com ficha técnica e reprecifique quando o insumo subir.
Conte, importe as notas e veja o número real. Grátis, sem cartão.
Criar conta grátisComo restaurante japonês se compara com o resto do setor
A média do food service brasileiro é 34,3% de CMV — apurada pela ABF com a Galunion em 64 marcas e 11.260 pontos de venda. A faixa de 30% a 38% usada aqui para restaurante japonês vem dessa referência ajustada ao perfil de insumo do segmento.
Comparar-se com a média do setor serve para situar, não para decidir. O número que importa é o seu, medido no mesmo critério todos os meses. Um CMV de 33% pode ser ótimo em restaurante japonês e péssimo noutro formato — depende do que entra no prato e do preço que se cobra por ele.
Fontes: ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice 2024 (64 marcas, 11.260 PDVs) · Abrasel, painel mensal 2024 · National Restaurant Association, Restaurant Operations Data Abstract 2024.