Controle de estoque para cachaçaria: o guia prático
Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em cachaçaria, o vazamento clássico é o free pour na dose: a dose padrão é 50ml, mas bartender servindo no olho entrega 65-70ml — em 100 doses/noite são 1,5 a 2 garrafas evaporadas sem venda. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.
Os itens que decidem o custo
- Cachaças artesanais e envelhecidas (garrafas de alto valor)
- Limão tahiti
- Açúcar e adoçantes de coquetel
- Gelo em cubo grande
- Frutas pra caipirinha (morango, maracujá, kiwi)
- Óleo pra petiscos de fritura
Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →
Onde cachaçaria costuma perder dinheiro
O ralo típico do segmento é o free pour na dose: a dose padrão é 50ml, mas bartender servindo no olho entrega 65-70ml — em 100 doses/noite são 1,5 a 2 garrafas evaporadas sem venda. Cachaça envelhecida em barril (bálsamo, amburana, carvalho) custa 4-8x a prata e é onde o extravio dói de verdade — uma garrafa de R$ 180 'emprestada' pro fundo do balcão é semana de margem perdida. Limão oscila até 300% de preço entre safra e entressafra: congele suco espremido no pico da oferta.
A rotina mínima que funciona
- Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
- Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
- Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Contagem por código de barras + CMV automático. Grátis, sem cartão.
Criar conta grátis