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Controle de estoque para cachaçaria: o guia prático

Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em cachaçaria, o vazamento clássico é o free pour na dose: a dose padrão é 50ml, mas bartender servindo no olho entrega 65-70ml — em 100 doses/noite são 1,5 a 2 garrafas evaporadas sem venda. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.

CMV de referência para cachaçaria: 25% a 32% do faturamento

Os itens que decidem o custo

Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →

Onde cachaçaria costuma perder dinheiro

O ralo típico do segmento é o free pour na dose: a dose padrão é 50ml, mas bartender servindo no olho entrega 65-70ml — em 100 doses/noite são 1,5 a 2 garrafas evaporadas sem venda. Cachaça envelhecida em barril (bálsamo, amburana, carvalho) custa 4-8x a prata e é onde o extravio dói de verdade — uma garrafa de R$ 180 'emprestada' pro fundo do balcão é semana de margem perdida. Limão oscila até 300% de preço entre safra e entressafra: congele suco espremido no pico da oferta.

Dica de quem opera: Instale dosador medidor nas garrafas de giro e faça régua nas especiais: marque o nível da garrafa no fim de cada turno e confira contra as doses lançadas.

A rotina mínima que funciona

  1. Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
  2. Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
  3. Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Na MISE, você escaneia o código de barras (base de 5 milhões de produtos), importa as notas por XML/PDF/foto e recebe o CMV e o relatório de perdas prontos. Grátis pra começar, sem cartão.
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