Controle de estoque para catering: o guia prático
Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em catering, o vazamento clássico é a produção pro convidado fantasma: contrato fechado pra 200 pessoas, comparecem 160 e a cozinha produziu com 20% de folga 'por segurança' — sobram 70 refeições prontas que não voltam pra estoque e a margem do evento inteiro foi embora na sobra. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.
Os itens que decidem o custo
- Proteínas compradas por evento
- Finger foods e congelados de produção própria
- Hortifrúti fresco (compra casada com a data)
- Bebidas e vinhos do contrato
- Louça, travessas e material de transporte
- Embalagens térmicas e gelo seco/gel
Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →
Onde catering costuma perder dinheiro
O ralo típico do segmento é a produção pro convidado fantasma: contrato fechado pra 200 pessoas, comparecem 160 e a cozinha produziu com 20% de folga 'por segurança' — sobram 70 refeições prontas que não voltam pra estoque e a margem do evento inteiro foi embora na sobra. Catering compra por evento, não por estoque corrente: o que sobrou de um evento raramente serve pro próximo, então cada compra errada é perda integral e não estoque parado. Louça e material de transporte somem a cada evento — 2-3% de extravio por festa é padrão do setor e tem que estar embutido no preço, com checklist de saída e retorno do caminhão.
A rotina mínima que funciona
- Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
- Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
- Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Contagem por código de barras + CMV automático. Grátis, sem cartão.
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