Controle de estoque para cozinha industrial: o guia prático
Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em cozinha industrial, o vazamento clássico é a sobra limpa sistemática: produzir todo dia 10% acima do contratado 'pra garantir' — em 1.000 refeições/dia são 100 refeições no lixo, ou R$ 15-20 mil por mês evaporando na cuba. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.
Os itens que decidem o custo
- Arroz e feijão em sacas de 30kg
- Proteína em cortes grandes (contrapeso do contrato)
- Óleo em bombona
- Hortifrúti em caixas (volume diário)
- Descartáveis e embalagens de refeição transportada
- Gás e insumos de limpeza pesada
Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →
Onde cozinha industrial costuma perder dinheiro
O ralo típico do segmento é a sobra limpa sistemática: produzir todo dia 10% acima do contratado 'pra garantir' — em 1.000 refeições/dia são 100 refeições no lixo, ou R$ 15-20 mil por mês evaporando na cuba. Em contrato de refeição a R$ 14-18, cada ponto percentual de CMV vale a margem inteira do mês — a disputa é em gramas, não em reais. Recebimento é o segundo campo de batalha: saca de 30kg chegando com 28,5kg e caixa de frango com 8% de glaciamento acima do rótulo passam batido sem balança na doca.
A rotina mínima que funciona
- Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
- Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
- Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Contagem por código de barras + CMV automático. Grátis, sem cartão.
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