Controle de estoque para dark kitchen: o guia prático
Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em dark kitchen, o vazamento clássico é o multi-marca: mesmo estoque alimentando 3 cardápios sem rateio — ninguém sabe qual marca dá lucro. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.
Os itens que decidem o custo
- Proteínas
- Bases e molhos de produção
- Embalagens por marca virtual
- Congelados
- Insumos secos
Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →
Onde dark kitchen costuma perder dinheiro
O ralo típico do segmento é o multi-marca: mesmo estoque alimentando 3 cardápios sem rateio — ninguém sabe qual marca dá lucro. Embalagem por pedido chega a 15% do custo em dark kitchen — trate como insumo de ficha, não como despesa geral.
A rotina mínima que funciona
- Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
- Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
- Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Contagem por código de barras + CMV automático. Grátis, sem cartão.
Criar conta grátisComo estoque para dark kitchen se compara com o resto do setor
A média do food service brasileiro é 34,3% de CMV — apurada pela ABF com a Galunion em 64 marcas e 11.260 pontos de venda. A faixa de 30% a 36% usada aqui para estoque para dark kitchen vem dessa referência ajustada ao perfil de insumo do segmento.
Comparar-se com a média do setor serve para situar, não para decidir. O número que importa é o seu, medido no mesmo critério todos os meses. Um CMV de 33% pode ser ótimo em estoque para dark kitchen e péssimo noutro formato — depende do que entra no prato e do preço que se cobra por ele.
Fontes: ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice 2024 (64 marcas, 11.260 PDVs) · Abrasel, painel mensal 2024 · National Restaurant Association, Restaurant Operations Data Abstract 2024.