Controle de estoque para food truck: o guia prático
Cada tipo de operação perde dinheiro num lugar diferente. Em food truck, o vazamento clássico é o superdimensionamento: comprar pra "não faltar" num espaço sem estoque = sobra estragada. Este guia mostra o que contar, com que frequência e qual número perseguir.
Os itens que decidem o custo
- Proteína principal
- Pães/tortilhas
- Molhos
- Gás
- Embalagens
- Gelo
Regra 80/20: esses itens carregam a maior parte do valor do estoque — merecem contagem semanal, não só a mensal. Veja o passo a passo do inventário →
Onde food truck costuma perder dinheiro
O ralo típico do segmento é o superdimensionamento: comprar pra "não faltar" num espaço sem estoque = sobra estragada. Calcule CMV por evento/praça, não por mês: cada ponto tem público e desperdício diferentes.
A rotina mínima que funciona
- Semanal: contagem rápida dos itens críticos (lista acima) — com código de barras leva minutos;
- Mensal: inventário geral + fechamento do CMV;
- Sempre: conferir recebimento contra a nota fiscal e registrar quebras.
Contagem por código de barras + CMV automático. Grátis, sem cartão.
Criar conta grátisComo estoque para food truck se compara com o resto do setor
A média do food service brasileiro é 34,3% de CMV — apurada pela ABF com a Galunion em 64 marcas e 11.260 pontos de venda. A faixa de 28% a 35% usada aqui para estoque para food truck vem dessa referência ajustada ao perfil de insumo do segmento.
Comparar-se com a média do setor serve para situar, não para decidir. O número que importa é o seu, medido no mesmo critério todos os meses. Um CMV de 33% pode ser ótimo em estoque para food truck e péssimo noutro formato — depende do que entra no prato e do preço que se cobra por ele.
Fontes: ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice 2024 (64 marcas, 11.260 PDVs) · Abrasel, painel mensal 2024 · National Restaurant Association, Restaurant Operations Data Abstract 2024.