O modelo mínimo — se for usar planilha, use direito
Essas são as colunas sem as quais a planilha não fecha o período. Monte nessa ordem, uma linha por item:
| Coluna | Para que serve |
|---|---|
| Código / Nome | Identificação única. Evita "Heineken 600", "Heineken 600ml" e "Cerveja Heineken" virarem três itens diferentes |
| Unidade | un, kg, L, cx — padronizada, sempre a mesma |
| Categoria | Bebidas, carnes, secos, descartáveis — é o que permite analisar por grupo |
| Estoque inicial | Contagem física do primeiro dia do período |
| Entradas | Tudo que entrou no período, tirado das notas fiscais de compra |
| Estoque final | Contagem física do último dia do período |
| Consumo | = Inicial + Entradas − Final |
| Custo unitário | Preço médio de compra do item no período |
| Valor consumido | = Consumo × Custo unitário |
As duas fórmulas que importam
Com as colunas acima montadas, o resto é aritmética:
A média do food service brasileiro fica em 34,3% segundo a pesquisa da ABF/Galunion, feita com 64 marcas e 11.260 pontos de venda. Mas comparar com a média é o erro clássico — bar, restaurante e revenda têm cestas de insumo completamente diferentes. O número que interessa é o seu, medido mês a mês.
Calcule o seu CMV agora na calculadora — leva menos de um minuto.
Onde a planilha quebra
Ela cumpre o papel no começo. O teto aparece sempre pelos mesmos cinco motivos:
- Digitação. Cada contagem são centenas de células preenchidas à mão. São horas de trabalho e o erro de dedo é questão de tempo.
- Identificação. O mesmo produto escrito de três jeitos vira três itens, e o consumo se perde entre eles.
- Notas fiscais. Toda compra precisa ser digitada de novo, item por item, com o preço certo.
- Fórmula frágil. Alguém insere uma linha no meio, a fórmula quebra, e ninguém percebe até o fechamento.
- Não mostra onde. A planilha diz que faltam 14 unidades. Não diz se foi perda, furto, dose mal servida ou erro na contagem anterior.
A alternativa: escanear em vez de digitar
Na mise a contagem é apontar a câmera para o código de barras. O produto é reconhecido numa base com milhões de itens brasileiros, com nome, marca, categoria e NCM já preenchidos pela IA — você não cadastra nada. As notas fiscais entram por XML, PDF ou foto. O consumo, as diferenças e o CMV saem prontos.
O que não tem código de barras entra por peso: a mise conecta balança Bluetooth, então carne, granel e garrafa aberta são contados no peso exato em vez de no olho.
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