Começar grátis

Ficha técnica de restaurante: como montar e para que serve

A ficha técnica é a receita escrita com peso e custo de cada ingrediente. Sem ela não há preço de venda defensável nem CMV que feche.

Para que serve, na prática

A ficha técnica responde a três perguntas que nenhum restaurante consegue responder de cabeça:

O que a ficha precisa ter

CampoPor que importa
RendimentoQuantas porções a receita produz. Sem isto o custo por porção não existe.
Peso brutoO que chega do fornecedor e é o que tu pagas.
Peso líquidoO que sobra depois de limpar. É o que vai ao prato.
Fator de correçãoBruto ÷ líquido. Um filé com fator 1,3 significa que pagas 1,3 kg para servir 1 kg.
Custo por ingredientePreço de compra × quantidade líquida × fator de correção.
Custo por porçãoCusto total ÷ rendimento. É este número que entra no preço de venda.
O fator de correção em números. Compras 10 kg de contrafilé a R$45/kg = R$450. Depois de limpar sobram 7,7 kg. O custo real do que vai ao prato não é R$45/kg — é 450 ÷ 7,7 = R$58,44/kg. Uma porção de 180g custa R$10,52, não R$8,10. Quem ignora isto subestima o custo em quase 30%.

Como montar a primeira

  1. Escolhe os pratos que mais vendem. Os dez primeiros costumam ser a maior parte do faturamento. Começa por eles.
  2. Pesa tudo durante um preparo real. Não estimes. Pesa o bruto, pesa o líquido depois de limpar, anota o rendimento.
  3. Traz o preço de compra da nota fiscal. Não o preço de tabela — o que pagaste na última compra.
  4. Calcula o custo por porção e compara com o preço de venda. A diferença é a tua margem bruta naquele prato.
  5. Revê quando o preço de compra mudar. Uma ficha desatualizada mente com confiança.
Onde a ficha encontra o estoque. A ficha diz o consumo teórico: o que devia ter saído para os pratos vendidos. A contagem de estoque diz o consumo real. A diferença entre os dois é a perda — e é o número que faz o CMV subir sem ninguém perceber.

O que a mise faz com isto

A mise guarda as fichas técnicas com peso bruto, peso líquido e custo por ingrediente, e puxa o preço de compra das notas fiscais que entram por XML, PDF ou foto — não é preciso digitar. Do outro lado, a contagem é feita lendo o código de barras com a câmara, e o que não tem código é pesado por balança Bluetooth.

Com os dois lados, o consumo teórico e o real ficam lado a lado, e a diferença aparece por item, com valor.

Feche o CMV da sua operação sem planilha

Conte lendo o código de barras, importe as notas e veja o número real. Grátis, sem cartão.

Criar conta grátis
Baixar na App Store Disponível no Google Play