Como calcular o CMV de um prato: fórmula, exemplo passo a passo e % ideal
O CMV de um prato é a resposta para a pergunta que decide o cardápio: quanto deste preço de venda vai embora em ingredientes? Calcular certo evita vender no prejuízo sem perceber — e mostra qual prato merece destaque e qual está drenando a margem.
O que só a mise faz: é o único app de estoque em que só ler o código de barras já devolve o produto completo e classificado — nome, marca, grupo, subgrupo, categoria, NCM, unidade e peso — de uma base própria com mais de 5 milhões de produtos. E se o produto não estiver na base, a IA acha na hora e classifica.
A fórmula
"Custo da porção" é a soma de cada ingrediente na quantidade que vai naquele prato, ao preço que você pagou por ele. Não é o preço do quilo, é o preço dos 180 gramas que vão ao prato. É aqui que a maioria erra — e por dois motivos: esquece o fator de correção e usa um preço de compra velho.
Passo a passo com um exemplo real
Um filé à parmegiana com fritas, vendido a R$ 58,00.
1. Liste os ingredientes da porção
Tudo o que vai ao prato, com a quantidade por porção — inclusive os pequenos. É o começo da ficha técnica.
2. Aplique o fator de correção
Carne perde aparas; batata perde casca; legume perde talo. O fator de correção diz quanto você precisa comprar para obter a quantidade limpa. Filé com 20% de aparas tem fator 1,25: para 180 g no prato, compra-se 225 g.
3. Ponha o preço de compra na unidade da receita
Preço da última nota, convertido: R$ 52,00 o quilo de filé = R$ 0,052 por grama.
4. Some
| Ingrediente | Na porção | Fator | Compra | Preço | Custo |
|---|---|---|---|---|---|
| Filé mignon | 180 g | 1,25 | 225 g | R$ 52,00/kg | R$ 11,70 |
| Batata | 200 g | 1,15 | 230 g | R$ 6,00/kg | R$ 1,38 |
| Molho de tomate | 120 ml | 1,00 | 120 ml | R$ 14,00/l | R$ 1,68 |
| Queijo mussarela | 60 g | 1,00 | 60 g | R$ 42,00/kg | R$ 2,52 |
| Farinha, ovo e panko | — | — | — | — | R$ 1,10 |
| Óleo, sal, salsa | — | — | — | — | R$ 0,70 |
| Custo da porção | R$ 19,08 | ||||
5. Divida pelo preço de venda
Dentro da faixa de um à la carte (28% a 33%). Se o mesmo prato fosse vendido a R$ 49,00, o CMV subiria para 38,9% — e a margem para cobrir equipe, aluguel e lucro cairia junto.
Qual é o CMV ideal de um prato?
| Tipo de casa | Faixa de referência |
|---|---|
| Restaurante à la carte | 28% a 33% |
| Self-service / por quilo | 33% a 38% |
| Hamburgueria | 28% a 32% |
| Pizzaria | 25% a 30% |
| Cafeteria | 25% a 33% |
| Japonês | 30% a 38% |
| Bar e drinks | 18% a 25% |
A média do food service brasileiro é 34,3% (ABF/Galunion, Pesquisa Anual Setorial de Foodservice, 11.260 pontos de venda). Mas a faixa é referência, não sentença: um prato acima dela pode ser o mais vendido da casa e puxar bebida e sobremesa. O que decide é a engenharia de cardápio — popularidade × margem — e não o CMV isolado.
CMV do prato × CMV do restaurante
O CMV do prato é teórico: é o que a ficha técnica diz que o prato custa. O CMV do restaurante é real: estoque inicial + compras − estoque final, dividido pelo faturamento. Quando os dois se afastam, a diferença tem nome — porção fora do padrão, desperdício, quebra, desvio. Por isso a ficha sozinha não basta: é a contagem de estoque que confirma se o CMV do papel é o CMV do balcão.
Como a mise fecha essa conta sozinha
Na mise, o preço de compra de cada ingrediente vem da nota fiscal que você sobe (XML, PDF ou foto) — sempre o último preço pago, sem digitar. A ficha técnica do prato usa esse preço e recalcula o custo da porção quando a nota muda. E a contagem de estoque por código de barras entrega o CMV real do período para comparar com o teórico: a diferença é a sua perda, produto a produto. Grátis para começar, sem cartão.
Suba as notas, monte a ficha e conte o estoque bipando. A mise calcula o resto.
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