Contar o stock pelo código de barras e controlar as validades: FEFO na restauração e nas mercearias
Por mise · Atualizado a 07/10/2026
Resposta rápida: a mise é uma app de inventário: lê-se o código de barras com a câmara do telemóvel (ou tira-se uma foto) e o artigo aparece completo; a contagem faz-se por zona (câmara, armazém, prateleira) e cada artigo deitado fora fica registado como quebra, em euros. As datas controlam-se com a regra FEFO: primeiro sai o que expira primeiro.
A mise é uma app de inventário: aponte a câmara do telemóvel ao código de barras (ou tire uma fotografia) e o artigo aparece completo, com nome, marca, categoria, tamanho e foto. Se for desconhecido, a IA da mise encontra-o. Conta-se sem folhas e sem escrever nomes, comparam-se contagens, veem-se as quebras e exporta-se em Excel ou PDF. 7 dias grátis, sem cartão.
O iogurte que expira amanhã escondido atrás da caixa nova, o fiambre aberto sem data, a lata esquecida no fundo da prateleira. Na restauração e nas mercearias, a validade é uma das quebras que mais se repete e das que menos se mede. Este guia junta a regra que resolve o problema (FEFO), a rotina para a aplicar e a forma de saber quanto está a perder.
As duas datas que aparecem nas embalagens
| O que diz o rótulo | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| «Consumir até» | Data-limite de consumo, ligada à segurança alimentar (frescos, carne, peixe, lacticínios) | Depois da data não se serve nem se vende. Sai da prateleira e regista-se como quebra. |
| «Consumir de preferência antes de» | Data de durabilidade mínima, ligada à qualidade (secos, conservas, bebidas) | A qualidade pode baixar depois da data; siga as regras da sua atividade e do seu plano HACCP. |
Os produtos que a própria casa prepara ou abre (molhos, bases, fiambre fatiado, embalagens abertas) não trazem data nenhuma: a data é a etiqueta que a equipa lhes põe. É aí que o plano HACCP e a rotina de etiquetagem fazem a diferença.
FIFO ou FEFO: qual usar
FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair) organiza o stock pela data de chegada. FEFO (primeiro a expirar, primeiro a sair) organiza-o pela data de validade. Quase sempre dão o mesmo resultado, mas não quando o fornecedor entrega um lote com data mais curta do que o que já tinha em casa. Nesses casos manda a data, não a ordem de chegada. Para perecíveis, use FEFO; para valorizar o stock na contabilidade, o método é outro assunto, explicado em FIFO na gestão de stocks.
A rotina de validades em 7 passos
- Na receção, confira a data de cada lote antes de assinar a guia. Data curta demais devolve-se logo.
- Arrume por data: o que expira primeiro fica à frente e em cima; o novo entra por trás.
- Etiquete o que abre ou prepara com o nome, a data de abertura ou de produção e a data-limite.
- Faça a ronda diária à câmara de frio e à vitrina: o que expira hoje ou amanhã vai para uso imediato (prato do dia, promoção) ou sai.
- Faça a ronda semanal aos secos e às bebidas, prateleira a prateleira.
- Registe tudo o que deita fora, com quantidade, nunca só «foi para o lixo».
- Conte o stock por zona com regularidade: só sabendo o que tem é que se compra menos do que se perde.
Lista de verificação por zona
| Zona | Frequência | O que verificar |
|---|---|---|
| Câmara de frio e frigoríficos | Diária | Datas «consumir até», etiquetas dos preparados, embalagens abertas |
| Vitrina e expositor | Diária | Ordem FEFO na frente, produtos do dia |
| Arca de congelados | Semanal | Data de congelação etiquetada, rotação |
| Armazém de secos | Semanal | Conservas, massas, farinhas, latas amolgadas |
| Bebidas e garrafeira | Mensal | Sumos, cervejas e águas com data mais curta |
Medir em euros o que vai para o lixo
A rotina reduz a perda; a contagem mostra quanto ainda se perde. Na mise o caminho é este:
- Conta-se por zona, lendo o código de barras com o telemóvel. O artigo aparece completo e não é preciso escrever nomes, por isso dá para contar os perecíveis todas as semanas.
- O que sai fora de prazo regista-se como quebra: toca-se no menos do artigo, guarda-se e escolhe-se o motivo. A quebra fica no extrato do artigo e entra no relatório de quebras.
- Ao comparar duas contagens, a mise mostra por artigo o que desapareceu, em quantidade e em euros. Se o mesmo artigo aparece todas as semanas, é sinal de que se compra demais ou se roda mal.
- Exporta-se em Excel ou PDF, para o responsável de cozinha ou para o contabilista.
Para ser claro: a mise não lê a data impressa na embalagem nem avisa quando um artigo vai expirar. A data controla-se com a etiqueta e a rotina FEFO acima; a mise conta o stock e mede o resultado. Veja os tipos de perda em quebras de stock na restauração e no desperdício alimentar nos restaurantes.
Mercearias e minimercados
Numa mercearia a validade pesa nos lacticínios, no pão embalado, nos frescos e nas bebidas. Duas regras simples: encomende os artigos de prazo curto em quantidades pequenas e frequentes, e use o stock mínimo para não acumular. Na contagem semanal, ler o código de barras de cada artigo é mais rápido do que procurar o nome numa lista. Para o resto da loja, veja o inventário de loja.
Perguntas frequentes
O que é o método FEFO?
FEFO quer dizer «primeiro a expirar, primeiro a sair»: usa-se ou vende-se primeiro o artigo com a data de validade mais próxima, mesmo que tenha chegado depois.
Qual é a diferença entre «consumir até» e «consumir de preferência antes de»?
«Consumir até» é a data-limite ligada à segurança: depois dela o produto não se serve. «Consumir de preferência antes de» é uma data de qualidade, usada em produtos estáveis como secos e conservas.
A mise avisa quando um produto vai expirar?
Não. A mise conta o stock pelo código de barras, regista o que se deita fora como quebra e mostra a perda em euros ao comparar contagens. As datas controlam-se com etiquetas e com a regra FEFO.
Com que frequência devo verificar as validades?
Os frescos e a câmara de frio todos os dias; os secos e as bebidas uma vez por semana; congelados e garrafeira com menos frequência, conforme a rotação.
Como registo o que vai para o lixo?
Na mise toca-se no menos do artigo, guarda-se e escolhe-se o motivo. A quantidade fica no extrato e no relatório de quebras, em euros.